Ponta da Terra aparece no material do IPCI Maceió como um dos territórios incorporados ao mapa ampliado do acervo, ao lado dos cinco bairros principais e de outras áreas de conexão, como Chã de Bebedouro, Chã da Jaqueira, Jaraguá, Levada, Pitanguinha e Santa Amélia. Sua presença indica que o inventário passou a reconhecer também territórios que, mesmo fora do núcleo principal da desocupação compulsória, participam das redes culturais, religiosas, comunitárias e afetivas relacionadas ao patrimônio imaterial de Maceió.
Entre as referências localizadas para Ponta da Terra está o Centro de Terreiro de Candomblé e Umbanda Abassá Lêmin, identificado como Casa de Iemanjá. Esse registro aproxima o território das práticas religiosas de matriz africana, dos lugares de culto e das formas de pertencimento que articulam memória, espiritualidade, comunidade e território.
No contexto do IPCI, Ponta da Terra pode ser compreendida como um território de conexão cultural e religiosa. Sua presença no acervo amplia a compreensão dos impactos e das permanências culturais para além dos bairros centrais do desastre, reconhecendo que a memória da cidade também se organiza em lugares de culto, redes comunitárias, deslocamentos e vínculos que atravessam diferentes áreas de Maceió.