Glossário
Conceitos para compreender o patrimônio cultural, os territórios e as comunidades do IPCI Maceió.
Este Glossário reúne termos utilizados ao longo do site e apresenta definições que ajudam a compreender a pesquisa, as referências culturais, as memórias, os processos de participação e as ações de salvaguarda.
Como utilizar o Glossário
Ao longo deste site, alguns termos ajudam a compreender as relações entre patrimônio cultural, pessoas, comunidades, memórias, territórios, pesquisa, participação e salvaguarda.
Para facilitar a consulta, o Glossário reúne esses conceitos em ordem alfabética. Use o índice de letras para navegar diretamente até a seção desejada e localizar rapidamente cada termo.
Cada conceito possui uma referência própria dentro desta página. Isso permite que outras páginas do IPCI Maceió direcionem o visitante diretamente para uma definição específica do Glossário.
Alguns termos aparecem em diferentes contextos do site e se relacionam com outros conceitos. Aqui, suas definições são reunidas em um único ponto de consulta, que pode ser retomado sempre que necessário.
A
AÇÃO DE SALVAGUARDA
Ação destinada a fortalecer condições necessárias à continuidade de uma referência cultural. Deve considerar seu contexto, sua função social, as necessidades identificadas e a participação dos detentores.
ACERVO
Conjunto organizado de informações, documentos, fotografias, vídeos, entrevistas, mapas e outros registros reunidos ou produzidos durante uma pesquisa.
ACOMPANHAMENTO
Processo de observar e avaliar, junto com os participantes, os resultados de uma ação, as mudanças ocorridas e as novas necessidades que possam surgir.
AGENTE COMUNITÁRIO DE PESQUISA — ACP
Participante da equipe do IPCI Maceió que contribuiu para aproximar a pesquisa das comunidades, mobilizar participantes, identificar pessoas e referências culturais e apoiar diferentes atividades de investigação.
ÁREA DIRETAMENTE ATINGIDA — ADA
Recorte territorial utilizado no contexto do desastre em Maceió para identificar áreas diretamente atingidas. No Manual, sua utilização está relacionada à compreensão territorial e à localização de referências e lugares pesquisados.
AUTOGESTÃO
Capacidade de pessoas, grupos ou comunidades participarem da organização, condução e tomada de decisões relacionadas às próprias ações e interesses.
AUTORIA
Reconhecimento de quem produziu determinado texto, fotografia, vídeo, desenho, depoimento, conhecimento ou outro conteúdo. Respeitar a autoria também significa atribuir corretamente os créditos e observar as condições de utilização do material.
B
BEM CULTURAL
Prática, saber, celebração, forma de expressão, lugar, objeto, edificação ou outro elemento ao qual são atribuídos valores e significados culturais.
C
CARTOGRAFIA DA MEMÓRIA
Representação construída a partir das lembranças e experiências relacionadas aos lugares, permitindo localizar práticas, acontecimentos, pessoas e referências significativas para uma comunidade.
CARTOGRAFIA SOCIAL
Processo participativo de construção de representações do território a partir dos conhecimentos, experiências, memórias e referências indicados pelas próprias pessoas e comunidades.
CELEBRAÇÃO
Prática coletiva relacionada a festas, rituais, ciclos, acontecimentos ou outras formas de reunião e expressão que podem articular conhecimentos, memórias, lugares, objetos e relações comunitárias.
COLETIVO
Grupo de pessoas que se organiza em torno de práticas, interesses, conhecimentos, identidades, objetivos ou ações compartilhadas.
COMPARTILHAR
Tornar acessível o conhecimento produzido, respeitando consentimentos, autorizações, privacidade, autoria e os diferentes públicos relacionados à pesquisa.
COMUNICAÇÃO DIGITAL
Utilização de redes sociais, mídias sociais e outros meios digitais para mobilizar, informar, educar e compartilhar resultados, respeitando consentimento, privacidade, autoria, segurança e proteção de dados.
COMUNIDADE
Conjunto de pessoas e grupos relacionados por vínculos, experiências, práticas, interesses, memórias, pertencimentos ou territórios. Uma comunidade não é homogênea: pode reunir diferenças, conflitos e diversas formas de compreender uma mesma realidade.
COMUNIDADE CULTURAL
Rede formada por pessoas, grupos, organizações e relações associadas à produção, transmissão, transformação e reconhecimento de referências culturais.
CONDIÇÕES DE CONTINUIDADE
Conjunto de condições necessárias para que determinada referência cultural possa continuar sendo realizada, transmitida ou recriada. Podem envolver pessoas, conhecimentos, espaços, recursos, redes, materiais, reconhecimento, direitos e participação.
CONSENTIMENTO
Manifestação de concordância de uma pessoa em participar de determinada atividade ou autorizar determinado uso de informações ou registros, depois de receber esclarecimentos sobre sua finalidade e condições.
CONTINUIDADE
Situação em que uma prática ou referência cultural continua sendo realizada e transmitida, ainda que possa passar por adaptações ao longo do tempo.
Possibilidade de uma referência cultural continuar fazendo sentido e participando da vida das pessoas e comunidades. Não significa permanecer sem mudanças.
CULTURA
Conjunto dinâmico de práticas, conhecimentos, valores, expressões, modos de fazer, relações e significados produzidos e compartilhados pelas pessoas e comunidades. A cultura não é fixa: é transmitida e também transformada ao longo do tempo.
D
DADOS PESSOAIS
Informações relacionadas a uma pessoa identificada ou identificável. Sua coleta, armazenamento, utilização e divulgação exigem cuidados éticos e legais.
DESASTRE
Processo que produz graves alterações nas condições de vida de pessoas, comunidades e territórios, podendo gerar perdas, danos, deslocamentos e outras consequências sociais, culturais, ambientais e econômicas.
DESASTRE TECNOLÓGICO
Desastre relacionado a atividades, estruturas, processos ou intervenções humanas e tecnológicas. No contexto estudado pelo IPCI Maceió, o termo está relacionado ao desastre decorrente da exploração de sal-gema e às transformações territoriais associadas a esse processo.
DESCONTINUIDADE
Interrupção ou enfraquecimento da realização ou transmissão de uma referência cultural. Suas causas e condições precisam ser investigadas.
DESLOCAMENTO COMPULSÓRIO
Afastamento de pessoas e comunidades de seus territórios de vida em decorrência de circunstâncias que impedem ou restringem sua permanência. Pode afetar redes de vizinhança, práticas culturais, lugares, memórias e formas de pertencimento.
DESOCUPAÇÃO COMPULSÓRIA
Processo no qual pessoas precisam deixar suas casas ou territórios por determinação ou por condições que impossibilitam sua permanência, não se tratando simplesmente de uma mudança voluntária de residência.
DESTERRITORIALIZAÇÃO
Processo de perda ou transformação das relações construídas por pessoas e grupos com determinado território. Pode envolver mudanças nos lugares de vida, nas redes sociais, nas práticas culturais e nos sentimentos de pertencimento.
DETENTOR
Termo utilizado no campo do patrimônio cultural imaterial para se referir às comunidades, aos grupos, às coletividades ou aos segmentos sociais diretamente relacionados à criação, manutenção e transmissão dos bens culturais imateriais. Não significa ser “proprietário” de uma manifestação cultural.
DEVOLUTIVA
Compartilhamento do conhecimento produzido com as pessoas e comunidades participantes, possibilitando consulta, diálogo, correção, complementação e apropriação dos resultados.
DINÂMICA CULTURAL
Processo contínuo pelo qual práticas, conhecimentos e referências são transmitidos, apropriados, transformados e recriados ao longo do tempo.
DIREITOS CULTURAIS
Direitos relacionados à possibilidade de pessoas e comunidades produzirem, praticarem, transmitirem, compartilharem e participarem da vida cultural, incluindo o reconhecimento e a valorização de suas referências.
DISPERSÃO TERRITORIAL
Distribuição das pessoas de uma comunidade por diferentes localidades depois de um processo de deslocamento, podendo modificar relações de proximidade, encontro e organização comunitária.
E
ENTREVISTA
Conversa orientada por temas ou perguntas de pesquisa, conduzida de maneira aberta para permitir que o participante compartilhe conhecimentos, experiências, memórias e interpretações.
ESCUTAR
Dar atenção às experiências, conhecimentos, memórias e interpretações compartilhadas pelos participantes, respeitando diferentes formas de falar, lembrar e compreender uma realidade.
F
FAZEDOR DE CULTURA
Pessoa que realiza, produz, organiza, transmite ou participa de práticas e atividades culturais. A expressão abrange diferentes atuações identificadas durante a pesquisa.
FONTE DE PESQUISA
Pessoa, documento, fotografia, mapa, vídeo, objeto, publicação, registro ou outro material utilizado para produzir informações durante uma investigação.
FORMA DE EXPRESSÃO
Maneira pela qual pessoas e grupos expressam conhecimentos, experiências, valores e identidades por meio de manifestações como música, dança, brincadeiras, performances, narrativas e outras práticas expressivas.
FUNÇÃO SOCIAL
Aquilo que uma referência cultural faz, possibilita ou mobiliza na vida das pessoas e comunidades. Pode envolver sociabilidade, transmissão de conhecimentos, trabalho e renda, pertencimento, memória, organização comunitária, exercício de direitos e outras dimensões.
I
IDENTIDADE
Processo de construção de reconhecimentos e pertencimentos individuais e coletivos. As identidades são construídas nas relações sociais e culturais e podem se transformar ao longo do tempo.
INTERPRETAR
Relacionar informações e procurar compreender seus sentidos, diferenças, aproximações e contextos, sem apresentar como fato aquilo que a pesquisa não permite afirmar.
INVENTÁRIO
Processo de pesquisa utilizado para identificar, documentar e compreender referências culturais, seus significados e as relações que pessoas e comunidades estabelecem com elas. Um inventário não produz uma lista definitiva: seus resultados podem ser ampliados, atualizados e revistos.
INVENTÁRIO ABERTO
Compreensão de que o conhecimento produzido por um inventário pode continuar sendo consultado, corrigido, atualizado e ampliado à medida que novas pessoas, fontes, perguntas e transformações sejam incorporadas à pesquisa.
INVENTÁRIO COMUNITÁRIO PARTICIPATIVO
Processo educativo, participativo e investigativo por meio do qual pessoas e comunidades podem pesquisar seus territórios, memórias, referências culturais e transformações. Não substitui os instrumentos oficiais de identificação, reconhecimento ou proteção do patrimônio cultural.
INVENTÁRIO PARTICIPATIVO
Forma de investigação na qual pessoas e comunidades participam da identificação, documentação e interpretação de suas referências culturais, compartilhando conhecimentos, memórias e experiências.
IPCI MACEIÓ
Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial realizado nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro. Investigou referências culturais relacionadas aos territórios atingidos pelo desastre tecnológico e pelas transformações decorrentes da desocupação compulsória.
L
LACUNA DE PESQUISA
Informação ou questão que não pôde ser respondida com as fontes e os dados disponíveis e que pode indicar a necessidade de novas investigações.
LGPD
Sigla para Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, legislação brasileira que estabelece princípios e regras para o tratamento de dados pessoais, inclusive em meios digitais.
LUGAR
Espaço que adquire importância cultural pelas práticas, memórias, conhecimentos, encontros e relações que nele acontecem ou aconteceram.
LUGAR DE REFERÊNCIA
Espaço reconhecido pelas pessoas por sua importância para memórias, práticas, encontros, conhecimentos, acontecimentos, modos de vida ou outras experiências culturalmente significativas.
M
MARCO
Elemento físico ou espacial que ajuda a identificar e compreender acontecimentos, histórias, usos e significados relacionados a determinado território.
MEMÓRIA
Processo por meio do qual pessoas e grupos lembram, interpretam e atribuem sentidos às experiências vividas. As memórias podem ser individuais e compartilhadas e ajudam a construir relações com pessoas, acontecimentos, práticas e lugares.
MEMÓRIA DO LUGAR
Conjunto de lembranças, narrativas, experiências e significados relacionados a determinado espaço, mesmo quando ele foi transformado, tornou-se inacessível ou deixou de existir fisicamente.
MESTRE E MESTRA
Pessoas reconhecidas por seus conhecimentos, experiências, trajetórias e papel na prática e transmissão de saberes e referências culturais.
MOBILIZAÇÃO
Processo de aproximação e envolvimento de pessoas, grupos e organizações para participar de determinada atividade, pesquisa ou ação.
O
OBSERVAR
Examinar atentamente lugares, práticas, relações, objetos, paisagens e situações que possam contribuir para a compreensão do tema pesquisado.
P
PAISAGEM
Dimensão do território percebida e construída pelas relações entre elementos naturais, edificados, históricos, sociais e culturais. A paisagem também pode registrar transformações ocorridas ao longo do tempo.
PAISAGEM CULTURAL
Forma de compreender determinadas porções do território a partir das relações construídas historicamente entre grupos sociais e o ambiente, considerando dimensões culturais e naturais de maneira relacionada.
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Participação das pessoas e comunidades nos processos de identificação de problemas, estabelecimento de prioridades, construção de propostas, tomada de decisões, realização de ações e acompanhamento de seus resultados.
PATRIMÔNIO CULTURAL
Conjunto de bens, práticas, conhecimentos, lugares e referências aos quais são atribuídos valores e significados culturais. Pode envolver dimensões materiais e imateriais que frequentemente se relacionam.
PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL
Práticas, conhecimentos, celebrações, formas de expressão e outros bens culturais transmitidos e recriados pelas comunidades e grupos ao longo do tempo, em relação com seus contextos sociais, culturais e territoriais.
PATRIMÔNIO CULTURAL MATERIAL
Bens culturais cuja dimensão física é especialmente importante, como edificações, objetos, documentos, conjuntos urbanos e outros elementos materiais relacionados à história e à cultura.
PERGUNTAR
Formular questões que ajudem a conhecer pessoas, práticas, lugares, memórias, acontecimentos e relações. Uma boa investigação começa por perguntas que permitam descobrir aquilo que ainda não sabemos.
PERTENCIMENTO
Sentimento e relação de identificação com uma comunidade, prática, grupo, lugar, memória ou território.
PESQUISA
Processo organizado de construção de conhecimento a partir de perguntas, fontes, observação, escuta, registros, análise e interpretação.
PESQUISA PARTICIPATIVA
Processo de produção de conhecimento que reconhece a participação das pessoas relacionadas ao tema investigado. No IPCI Maceió, moradores, ex-moradores, detentores, fazedores de cultura, grupos e organizações contribuíram para a construção da pesquisa.
PROTAGONISMO
Participação ativa das pessoas e comunidades na produção de conhecimento e nas decisões relacionadas às suas referências culturais, evitando tratá-las apenas como fontes de informação ou beneficiárias de ações.
R
RECOMENDAÇÃO DE SALVAGUARDA
Proposição construída a partir do conhecimento produzido sobre determinada referência cultural e das necessidades identificadas para contribuir com suas condições de continuidade.
RECONHECIMENTO
Processo pelo qual pessoas, comunidades ou instituições identificam e atribuem importância cultural a determinada referência. O reconhecimento comunitário não depende necessariamente de reconhecimento oficial.
RECORTE DE INVESTIGAÇÃO
Delimitação realizada para tornar a pesquisa compatível com o tempo, os recursos, os objetivos e as condições disponíveis. Pode abranger determinado território, grupo, referência cultural, lugar ou questão.
RECRIAÇÃO
Processo pelo qual uma referência cultural assume novas formas de realização, mantendo relações com conhecimentos, memórias, práticas e sentidos construídos anteriormente.
REDE
Conjunto de relações estabelecidas entre pessoas, grupos, organizações, práticas e lugares. As redes podem contribuir para circulação de conhecimentos, mobilização, solidariedade e continuidade das referências culturais.
REFERÊNCIA CULTURAL
Prática, conhecimento, expressão, lugar, objeto ou outro elemento ao qual pessoas e grupos atribuem sentidos e importância cultural. Algo se torna referência porque participa das relações e experiências de uma comunidade.
REGISTRAR
Produzir e organizar informações sobre aquilo que foi pesquisado por meio de anotações, fichas, fotografias, mapas, áudios, vídeos ou outros recursos.
REGISTRO
No sentido geral da pesquisa, é a documentação de informações por diferentes meios. No campo das políticas de patrimônio cultural, Registro também designa um instrumento oficial de reconhecimento de bens culturais de natureza imaterial.
REORGANIZAÇÃO
Processo pelo qual pessoas ou grupos constroem novas redes, espaços ou formas de organização para continuar realizando determinada prática.
RETERRITORIALIZAÇÃO
Construção ou reorganização de relações, práticas e vínculos em novos espaços e condições territoriais depois de processos de deslocamento ou transformação.
S
SABER
Conhecimento construído e transmitido por meio da experiência e das relações entre pessoas e grupos. Pode envolver técnicas, modos de fazer, ofícios, conhecimentos religiosos, artísticos, alimentares, ambientais e outras práticas.
SALVAGUARDA
Conjunto de processos e ações voltados a favorecer as condições de continuidade das referências culturais, considerando a participação dos detentores e as transformações próprias da cultura.
SISTEMATIZAR
Organizar informações produzidas por diferentes fontes e atividades para facilitar sua consulta, comparação e análise.
SOCIABILIDADE
Conjunto de relações e formas de convivência construídas entre pessoas em encontros, atividades, lugares, celebrações, práticas e situações cotidianas.
SUBSIDÊNCIA
Rebaixamento ou afundamento da superfície do terreno. No caso estudado pelo IPCI Maceió, esse fenômeno integra o contexto das instabilidades do solo relacionadas à exploração de sal-gema.
T
TERRITÓRIO
Espaço vivido e construído por relações sociais, culturais, históricas e afetivas. Não corresponde apenas a uma área delimitada no mapa: envolve pessoas, memórias, práticas, lugares, conflitos e formas de pertencimento.
TERRITÓRIO ATINGIDO
Território que sofreu efeitos e transformações relacionados ao desastre. No IPCI Maceió, a pesquisa se concentrou nos bairros de Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro.
TERRITÓRIO DE VIDA
Território compreendido a partir das relações cotidianas construídas pelas pessoas: morar, trabalhar, circular, encontrar, celebrar, aprender, praticar a religião, produzir cultura e construir memórias e pertencimentos.
TERRITÓRIO TRANSFORMADO
Território que passou por mudanças capazes de alterar espaços, paisagens, formas de ocupação, relações sociais, práticas culturais ou modos de vida. Essas transformações podem decorrer de diferentes processos e precisam ser investigadas em cada contexto.
TOMBAMENTO
Instrumento jurídico de proteção do patrimônio cultural material utilizado para preservar bens reconhecidos por seu valor cultural.
TRABALHO DE CAMPO
Conjunto de atividades realizadas em contato com pessoas, lugares e situações relacionadas à pesquisa, como entrevistas, conversas, observações, caminhadas, registros e atividades coletivas.
TRANSFORMAÇÃO
Mudança na forma de realização, nos participantes, nos lugares, nos sentidos ou nas condições relacionadas a uma referência cultural.
TRANSMISSÃO
Processo pelo qual conhecimentos, práticas, técnicas, valores e experiências são compartilhados e aprendidos entre pessoas e gerações.
V
VALIDAÇÃO
Momento em que informações, interpretações, mapas ou outros resultados da pesquisa são apresentados aos participantes para que possam ser discutidos, corrigidos, complementados ou reinterpretados.