Pastoril
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SOBRE O BEM CULTURAL
Descrição do bem cultural
É um fragmento dos Presépios, acrescentado de outras canções, mas sem a representação dramática, com jornadas soltas e danças religiosas de estilo e épocas diferentes. Origina-se de autos portugueses antigos.
É o mais conhecido e difundido folguedo popular de Alagoas. Apesar de não haver sequência, as canções iniciais são sempre saudações de boa noite e as finais, de despedida.
Ao trajes do pastoril são idênticos aos dos Presépios: as pastoras se dividem em dois cordões, trajando-se de azul e encarnado. Usam saias, aventais, boleros bordados com lantejoulas, faixas, blusas e chapéus ou diademas, acompanhando-se de pandeiros especiais feitos de latas, com cabo, ornado com fitas com a cor dos cordões. Os personagens são: Mestra, Contramestra, Diana, Pastor e demais Pastoras.
Nesse folguedo é enfatizado o duelo entre os cordões azul e encarnado. Durante as apresentações, os partidários dos dois cordões compram votos para a cor de sua preferência, causando disputas e até brigas, nascendo assim o leilão do Cravo e da Rosa.
Outro elemento interessante é a chamada das Pastoras em cena que vêm para receber ofertas de dinheiros, dançando ao som de ritmos populares, geralmente frevo. A coroação da Rainha acontece na última noite da brincadeira e sairá vencedor o cordão que obtiver o maior número de votos.
Em alguns Pastoris intercalam-se partes como a da Cigana, da Borboleta, do Caçador, do Diabo, a Estrela, prisão da Contramestra a mando da Mestra, o Velho Pastor, a Florista, a Lavadeira, a Camponesa, entre outros. Nessas partes, vestem-se a caráter.
Acompanha conjunto de sopro e percussão ou violões e sanfona.
(ALAGOAS. Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa. Cartilha – Alagoas, seus folguedos e suas danças. 2. ed. Maceió: Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, 2024.)
No que se refere ao territórios estudados na cidade de Maceió, podemos citar ocorrência deste saber nos bairros de Bebedouro e Mutange.
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